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Câncer no Brasil: doença avança e quase iguala doenças cardiovasculares como maior causa de morte

  • Foto do escritor: O maranhense Online
    O maranhense Online
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

NCA projeta 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, com doença quase empatada com cardiovasculares como principal causa de morte.


O câncer no Brasil está se consolidando cada vez mais como um dos principais desafios de saúde pública do país — a ponto de se aproximar das doenças cardiovasculares como causa de morte entre os brasileiros. Segundo a mais recente publicação do Instituto Nacional de Câncer (INCA), as projeções para o triênio 2026–2028 indicam que o Brasil deverá registrar, em média, 781 mil novos casos de câncer por ano nesse período.


Esses números alarmantes não apenas revelam a magnitude da doença, mas também reforçam a necessidade urgente de políticas de prevenção, diagnóstico precoce e melhoria no acesso ao tratamento em todo o país.


O que mostram as estimativas do INCA


O relatório Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgado no Dia Mundial do Câncer no início de fevereiro de 2026, destaca que:


  • 781 mil novos casos de câncer por ano são esperados no país de 2026 a 2028.

  • Excluindo os tumores de pele não melanoma (que têm alta incidência, porém baixa letalidade), esse número reduz-se para cerca de 518 mil casos anuais.

  • O câncer já aparece entre as principais causas de morte no Brasil, aproximando-se bastante das doenças cardiovasculares, que historicamente foram o maior responsável por óbitos no país.

Esses dados refletem não apenas o peso crescente do câncer na saúde pública nacional, mas também uma mudança no padrão de mortalidade, impulsionada por fatores demográficos e sociais.


Por que o câncer está avançando tanto?

Envelhecimento da população


O Brasil, como muitas outras nações, vive um processo de transição demográfica, com a população envelhecendo rapidamente. Pessoas mais velhas têm maior risco de desenvolver câncer, o que contribui diretamente para o aumento dos diagnósticos.


Mudança no perfil de causas de morte


Tradicionalmente, as doenças cardiovasculares — como infarto e AVC — eram responsáveis pela maioria dos óbitos no Brasil. No entanto, com melhorias nos tratamentos cardíacos, campanhas de prevenção e redução de fatores de risco em algumas regiões, a mortalidade por essas causas tem diminuído ou mantido estável, enquanto a mortalidade por câncer cresce ou cai mais lentamente.


Esse fenômeno de transição epidemiológica — em que uma causa de morte substitui outra como mais prevalente — foi observado em várias partes do mundo e agora começa a se consolidar no Brasil.

Tipos de câncer mais comuns


As estimativas também mostram que alguns tipos de câncer lideram os casos diagnosticados:


Nos homens:

  • Câncer de próstata — cerca de 30,5% dos casos.

  • Câncer de cólon e reto.

  • Câncer de pulmão.

Nas mulheres:

  • Câncer de mama — cerca de 30,0% dos casos.

  • Câncer de cólon e reto.

  • Câncer de colo do útero.


Esses tipos de câncer são responsáveis por uma parcela significativa dos diagnósticos e, em muitos casos, estão associados a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida e acesso desigual a serviços de saúde.


Desigualdades regionais e desafios do SUS


O relatório do INCA também destaca grandes desigualdades regionais no Brasil no que diz respeito tanto à incidência quanto ao atendimento. Em algumas regiões, o acesso ao diagnóstico precoce e aos tratamentos ainda é muito limitado, o que agrava a mortalidade por câncer.


Essa situação coloca uma enorme pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), que enfrenta desafios estruturais em termos de capacidade de atendimento, tempo de espera e distribuição de recursos especializados.


A importância da prevenção e do diagnóstico precoce


Especialistas enfatizam que muitos casos de câncer poderiam ser evitados ou diagnosticados mais cedo se houvesse maior acesso à prevenção e rastreamento regular. Entre as principais estratégias sugeridas estão:


  • Promoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e atividade física.

  • Redução do consumo de tabaco e álcool.

  • Programas de rastreamento para câncer de mama, colo do útero e colorretal.

  • Educação sobre sinais e sintomas que exigem atenção médica.


O controle eficaz do câncer não depende apenas de avanços em tratamento, mas também de políticas públicas que priorizem prevenção e igualdade no acesso à saúde.


 
 
 

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